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Os Números Poéticos e a Psique

A Qabbalah como mapa da psique humana e seus aspectos

De maneira afirmativa, ao examinarmos as combinações de letras do próprio "nome" de Deus, que compõem 10 números e 22 sons básicos, estes segredos são despertados no homem. Isso, combinado com as formas geométricas básicas de círculo, triângulo e quadrado, constituem a base da Cabalá; essas formas são usadas no desenho do alfabeto.

Esse fenômeno, de rememoração, não nos deve surpreender, pois foi anunciado por ninguém mais do que Platão.

Na filosofia de Platão, a anamnese, (em grego clássico: ἀvάμνησις anamnésis), refere-se ao processo gradual pelo qual a consciência de uma pessoa ascende da experiência sensível para o mundo das ideias. Vejamos:

Platão diz que a morte é uma projeção para o desconhecido, mas também indica a possibilidade de conhecer o que é pleno (tò íson, o igual em si mesmo). Esse raciocínio sobre a morte como realização da filosofia deriva da afirmação de Sócrates de que o saber é uma rememoração, isto é, de que o aprender é uma recordação da morte. Se o viver provém da morte, então o que aprendemos vivendo é uma recordação de algo muito maior, do qual nos esquecemos por um tempo, mas lembrarmos outra vez.

Na obra O Fédon, de Platão, Sócrates elabora os mistérios da vida após a morte:

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δυνατὸνarrow-up-right γὰρarrow-up-right δὴarrow-up-right τοῦτόarrow-up-right γεarrow-up-right ἐφάνηarrow-up-right, αἰσθόμενόνarrow-up-right τιarrow-up-right arrow-up-right ἰδόνταarrow-up-right arrow-up-right ἀκούσανταarrow-up-right arrow-up-right τιναarrow-up-right ἄλληνarrow-up-right αἴσθησινarrow-up-right λαβόνταarrow-up-right ἕτερόνarrow-up-right τιarrow-up-right ἀπὸarrow-up-right τούτουarrow-up-right ἐννοῆσαιarrow-up-right arrow-up-right ἐπελέληστοarrow-up-right, arrow-up-right τοῦτοarrow-up-right ἐπλησίαζενarrow-up-right ἀνόμοιονarrow-up-right ὂνarrow-up-right arrow-up-right arrow-up-right ὅμοιονarrow-up-right: ὥστεarrow-up-right, ὅπερarrow-up-right λέγωarrow-up-right, δυοῖνarrow-up-right θάτεραarrow-up-right, ἤτοιarrow-up-right ἐπιστάμενοίarrow-up-right γεarrow-up-right αὐτὰarrow-up-right γεγόναμενarrow-up-right καὶarrow-up-right ἐπιστάμεθαarrow-up-right διὰarrow-up-right βίουarrow-up-right πάντεςarrow-up-right, arrow-up-right ὕστερονarrow-up-right, οὕςarrow-up-right φαμενarrow-up-right μανθάνεινarrow-up-right, οὐδὲνarrow-up-right ἀλλ᾽arrow-up-right arrow-up-right ἀναμιμνῄσκονταιarrow-up-right οὗτοιarrow-up-right, καὶarrow-up-right arrow-up-right μάθησιςarrow-up-right ἀνάμνησιςarrow-up-right ἂνarrow-up-right εἴηarrow-up-right

Φαίδων - 76, Harvard University Press - Cambridge Massachusetts, Londres Ingraterra.

A Qabbalah Como um Redescobrimento de Nós Mesmos

A Qabbalah fornece a chave para as verdades espirituais do Antigo e Novo Testamentos. Esta chave remonta aos Melchizedek (etimologia), uma dinastia de sacerdotes-rei que veio da Atlântida muito antes dos Pitágoras. A prova de que esse é apenas um título, e não um nome, está na Epístola aos Hebreus de Shaul (Paulo):

Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; a quem Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também é rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo semelhante ao filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. (Hebreus 7:1-3)

Essa declaração indica que havia um sacerdócio baseado em um título, e não um nome, assim como vemos até hoje representado por diversos modelos de sacerdócio pelo mundo - como o "Papa". Um indivíduo se vai, mas as investiduras continuam.

Acredita-se que este conhecimento foi transmitido a Abraão pelo último desses sacerdotes-reis. Depois disso, passou de um patriarca bíblico para outro, como Isaque, Jacó, Moisés, Josué, Davi e Salomão.

Esse conhecimento, segundo os padrões que estamos observando até aqui, no curso Gilead, possui uma intrigada relação com as ideias eternas discutidas pelos filósofos gregos. A ferramenta para esse entendimento maior é a correspondência epistemológica - a síntese de todo o conhecimento.

O tetracis revela a relação entre 4 e 10.

Tetracis de Pitágoras

Quando você adiciona os primeiros quatro números: 1 + 2 + 3 + 4, o total é 10. Para eles, esta foi a prova de que todos os 10 poderes da criação (Sephira) existem no número 4. Então 10 era o número ideal e representava o Universo.

E a interpretação de 10 para esotéricos é dita como o "quatro habita no 1", na mônada, bereshiyt, sabedoria, ein sof, etc. O zero representa o círculo, a origem de tudo na geometria sagrada.

1+2+3+4=101 + 2 + 3 + 4 = 10

Se riscarmos uma linha ligando as posições do 4, faremos um quadrado perfeito

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